O texto, " A Descrição do processo cognitivo na produção de textos", de Flower e Hayes, propõe dois esquemas sobre os principais processos de pensamento que ocorrem durante o ato de escrita dos escritores. O primeiro foi feito em 1981 por Flower e Hayes e em 1996 após uma revisão deste modelo, Hayes propõe um novo, com algumas alterações.
No primeiro estudo, eles dizem que a parte principal é definir o problema teórico, que envolve situação retórica, a audiência e os objetivos pessoais do escritor ao escrever. A maneira como cada escritor escolhe definir o problema retórico pode variar muito.
Para formular este problema retórico, este primeiro estudo diz, que a mente do escritor está constantemente acessando sua memória a longo prazo, todas informações e conhecimentos guardados, para assim poder adaptar todas as informações ao problema retórico. O processo de escrita compreende o planejamento, que é constituído pelos processos de geração de idéias, organização e regulação de objetivos, a tradução, que significa o processo de colocar as idéias em uma linguagem visível e a revisão, composta pelos processos de avaliação e revisão de texto.
No segundo modelo o processo de escrita se subvide em dois grandes componentes, um social e outro individual. Neste modelo é possível analisar muitos elementos de maneira mais clara, por exemplo, diferenciar o conhecimento que provém das interações sociais do que provém dos meios físicos.
O planejamento foi substituído pela “reflexão”, a tradução deu lugar para a “produção de texto” e a revisão foi substituída pela interpretação de texto.
Apesar de esse novo modelo descrever mais claramente o processo de escrita, ele generaliza as atividades cognitivas.
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