Que bonito é ver a infância de João Ubaldo Ribeiro, sempre repleta de livros, uma infância que se alimentava, se divertia, se desenvolvia através de mil escritores, mil histórias, dos mais consagrados e importantes nomes da literatura. Um menino que com apenas 12 anos já havia lido centenas de títulos.
Que incrível é escutar e sentir o seu entusiasmo ao falar da literatura em sua infância, ao descrevê-la como uma paixão, um divertimento, a melhor memória que guarda deste período, uma busca espontânea e pessoal, um hábito simples e natural, um envolvimento íntimo e intenso.
Fico imaginando como a literatura deve ter se arraigado em seu interior e ter transformado sua vida, e vejo que isso foi possível porque cresceu em um ambiente em que a valorização deste hábito era explícita, todos praticavam, todos conversavam sobre isso, todos amavam os livros.
Penso então, como a vida de tantas pessoas, como nosso país, poderia ser diferente se tivesse um pouco da consciência sobre a literatura que tinha na casa de João Ubaldo Ribeiro.
Um comentário:
Camila, acho que seu comentário foi parcial. Você leu o texto indicado do Graciliano Ramos? Repense essa relação direta que você fez entre o ambiente letrado e a formação do leitor. Será tão causal assim?
Beijo, Márcia.
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