quarta-feira, 21 de abril de 2010

Para garantir a qualidade, a escrita tem que ser um movimento de dentro para fora

Nas cartas de Mário de Andrade à Fernando Sabino, Mário diz que um dos romances que Fernando escreveu estava muito ruim, ele explica que sentiu uma superficialidade no romance, diz que não tinha as marcas próprias de Fernando, fala que foi um romance escrito de fora para dentro.
Como Mário de Andrade, Mário Vargas Llosa também enfatiza a importância da autenticidade para a qualidade da escrita:
“O romancista autêntico é aquele que obedece docilmente as regras ditadas pela vida, escrevendo sobre esses temas e evitando os que não nascem intimamente da sua própria experiência e lhe afloram à consciência com caráter de necessidade. Nisso consiste a autenticidade ou sinceridade do romancista: em aceitar os próprios demônios e servi-los na medida do possível.”  ( 1º Par- Pg 28 “ Cartas à um jovem escritor” – Mário Vargas Llosa)
“Me parece muito difícil alguém se tornar um criador- um transformador da realidade- se não escrever estimulado e nutrido por aqueles fantasmas (ou demônios) que carrega dentro de si, que fizeram de nós, escritores, rebelados convictos e reconstrutores da vida nas ficções que inventamos.” ( 2º Par- Pg 28 “ Cartas à um jovem escritor” – Mário Vargas Llosa)

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